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» Cálculo de Rins, Uretes e Bexiga

Dr. Valdi Camarcio Bezerra
Professor de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás
Cálculo de Rins, Ureter e Bexiga
Cálculos de Vias Urinárias
Cálculos de Vias Urinárias
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Cálculo Calicial
Aplicação de Sonda
NCircle/Cook

Cálculo Ureteral

Cálculos de bexiga

Os cálculos urinários, geralmente, são formados nos rins pela precipitação e aderência de cristais da urina, e, podem ou não, deslocarem-se para o ureter e bexiga. A formação de cálculos pode ocorrer por várias causas: alterações anatômicas do trato urinário (más-formações congênitas), falta de inibidores da cristalização, infecção urinária, diminuição do volume urinário, infecções crônicas, hereditariedade, entre outras.

A prevalência da litíase urinária, na população em geral, varia de 2% a 5%. O pico de incidência acontece entre os 20 e 50 anos e acomete mais o sexo masculino na proporção de 3 homens para uma mulher.
Os principais tipos de cálculos são: de cálcio (78%), relacionados à infecção (coraliformes) (15%), de ácido úrico (5%), de cistina (1%) e outros tipos raros de cálculos como a xantina (1%).
O índice de recidiva é relatado de 10% em um ano, 35% em 5 anos e 50% em 10 anos. Isto demonstra que o conhecimento dos mecanismos da formação do cálculo é tão importante quanto o seu tratamento.

Sintomas

Os sintomas incluem: dor para urinar (disúria), aumento da freqüência urinária (polaciúria), sangue na urina (hematúria), náuseas, vômitos e dor tipo cólica na região lombar com irradiação para região inguinal (testicular nos homens e vaginal nas mulheres), infecção urinária de repetição, entre outros.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através da história clínica do paciente, do exame de urina e exames de imagem, entre eles: radiografia simples de abdome, ultra-sonografia, urografia excretora, tomografia computadorizada, ressonância magnética (urorressonância).
Deve ser feito também um estudo de possíveis alterações metabólicas no organismo, para esclarecer se as mesmas são as responsáveis pela formação dos cálculos. Nestes casos, torna-se necessário a realização de exames especializados.

Tratamento

A prevenção depende do tipo do cálculo. Para cada tipo de cálculo, naturalmente, temos condutas a seguir, mas existem recomendações gerais que se enquadram a todos os pacientes portadores de litíase urinária:

· Maior ingestão de líquidos
· Menor ingestão de proteínas, cálcio e oxalato
· Maior ingestão de citratos e magnésio (inibidores da cristalização)

O tratamento clínico

deve ser realizado em cálculos pequenos (<5mm), que não estejam obstruindo as vias urinárias, com controle quinzenal.

Litotripsia extracorpórea (LECO)

é um método de tratamento não invasivo e com baixo índice de complicações, que se baseia na emissão de ondas acústicas formadas externamente e direcionadas ao cálculo, levando à sua fragmentação.

Nefrolitotomia percutânea

consiste na introdução de nefroscópio, através de pequena incisão na região lombar, até o rim, e está indicada em alguns tipos de cálculos mais complexos, como os cálculos coraliformes e os cálculos de cálice inferior do rim.

Procedimento Cirúrgico Endourológico
Procedimento Cirúrgico
Endourológico

Ureterorenolitotripsia

consiste na passagem de ureteroscópio rígido ou flexível, no ureter por via retrógada, podendo chegar até o rim e, sob visão direta, fragmentar o cálculo com litotridores (balístico, pneumático ou laser).

A cirurgia aberta

é um método, hoje, raramente utilizado no tratamento de cálculo urinário. É usado somente em casos excepcionais
(2% dos casos).
 
 
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