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» Fisioterapia do Assoalho Pélvico

Lorena Carla
Fisioterapeuta

Fisioterapia para Tratamento da Incontinência Urinária Feminina

O tratamento conservador tem sido reconhecido como a primeira abordagem para pacientes com Incontinência Urinária de Esforço (IUE). Diversas opções conservadoras estão disponíveis para o tratamento da IUE, como modificação comportamental, uso de drogas, reposição hormonal e Fisioterapia.

Os tratamentos fisioterapêuticos incluem exercícios dos músculos do assoalho pélvico (EMAP), associados ou não a outros tratamentos adjuvantes, como cones vaginais, “bio ou miofeedback”, e eletroestimulação (ES).

A base teórica dos tratamentos fisioterapêuticos para disfunção da musculatura do assoalho pélvico(MAP), associada a IUE, é a de que a facilitação e o fortalecimento da MAP podem melhorar a eficiência da ação esfincteriana ao redor da uretra e do suporte dos órgãos pélvicos. Sugere-se que uma contração vigorosa da MAP pode “clampear” a elevação pressórica da uretra conforme esta é pressionada contra a sínfise púbica. Da mesma forma, a contração da MAP em resposta à contração da pressão intra-abominal pode prevenir o descenso uretral. O treinamento da MAP também pode levar à hipertrofia muscular, elevando o mecanismo externo de pressão sobre à uretra, melhorando o suporte estrutural dos órgãos pélvicos.

A eletroestimulaçao (ES) pode fornecer um primeiro passo cognitivo para um programa de Fisioterapia Funcional para a restauração da capacidade de carga do assoalho pélvico. Está particularmente indicada para pacientes que inicialmente são incapazes de contrair a musculatura pélvica. Um dos argumentos para aplicação da ES na IUE é que mais de 30% das mulheres com IUE têm dificuldade de contrair a MAP.

Uma vez que as pacientes consigam a contração ativa, os exercícios da MAP podem ser mais eficazes. Os programas de exercícios usados em incontinência urinária, visam fortalecer a musculatura do assoalho pélvico, mais especificamente o músculo elevador do ânus e desta forma ocorre o fortalecimento do componente periuretral do esfíncter externo, aumenta o tônus e melhora a transmissão de pressões na uretra, reforçando assim o mecanismo de continência.

Os cones vaginais,variando de 20g a 70g, irão melhorar os resultados dos exercícios perineais. Estima-se que mais da metade das pacientes, que utilizam os cones para fortalecimento da musculatura antes da cirurgia, ficam completamente curadas.

O tratamento clínico da Incontinência deve ser considerado como uma opção ao tratamento cirúrgico; necessita de disposição e motivação das pacientes, respeitando as indicações e implicações deste tipo de tratamento que irá requerer mudança de comportamento por parte das pacientes a fim de se atingir e manter a continência urinária.

Está sendo realizado em Goiânia, no Urocentro São Francisco, um trabalho pioneiro em pacientes com IUE. A equipe conta com Urologistas e uma Fisioterapeuta, a Dra. Lorena Carla. Os resultados estão sendo surpreendentemente positivos, com satisfação de 75% no pós-tratamento.

 
 
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